Max, Pedro e Bruna encontram uma máquina do tempo. A descoberta poderia oferecer possibilidades praticamente infinitas, mas a situação toma outro rumo quando Pedro tenta matar Max, obrigando o protagonista a utilizar o dispositivo para retornar alguns segundos no passado e evitar a própria morte.
A premissa de Consequências Paralelas possui uma qualidade interessante: transforma uma tecnologia extraordinária num problema profundamente íntimo.
Dirigido por Gabriel França e CD Vallada, o longa estreia nos cinemas brasileiros em 15 de outubro com Felipe Hintze, João Fenerich e Carol Macedo no elenco.
Quando o tempo não oferece distância
Histórias sobre viagens temporais frequentemente se interessam pela possibilidade de alterar acontecimentos históricos ou conhecer futuros desconhecidos.
Aqui, a questão parece menor e justamente por isso pode se tornar mais desconfortável.
Max precisa reviver repetidamente uma situação de perigo, tentando compreender por que alguém próximo decidiu atacá-lo.
A repetição transforma o tempo numa ferramenta de investigação, mas também ameaça destruir a confiança que existia entre os personagens.
Ficção científica também é cinema brasileiro
A presença do longa no circuito comercial oferece uma oportunidade de ampliar a discussão sobre os gêneros produzidos no país.
O cinema brasileiro frequentemente aparece associado à comédia, ao drama social ou a narrativas realistas, mas existe uma produção interessada em fantasia, terror e ficção científica que merece espaço próprio.
Consequências Paralelas utiliza elementos reconhecíveis do gênero para construir uma história sobre escolhas e relações pessoais.
Ainda não é possível afirmar se sua execução acompanha toda a ambição da premissa sem assistir ao filme.
Mas a estreia já representa uma oportunidade de observar como produções brasileiras continuam encontrando maneiras diferentes de experimentar linguagens tradicionalmente associadas aos grandes estúdios internacionais.

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