Patrick Stewart morreu aos 86 anos em Los Angeles. A informação foi confirmada por sua representante, Kelly Bush Novak, que relatou uma breve jornada do ator com Alzheimer e demência com corpos de Lewy. O intérprete deixa dois filhos, Sophia e Daniel, e a esposa, a cantora Sunny Ozell.

Para milhões de espectadores, Stewart foi o capitão Jean-Luc Picard de Star Trek: A Nova Geração e o professor Charles Xavier dos filmes dos X-Men. Os dois personagens compartilhavam algo que o ator dominava como poucos: autoridade sem agressividade, inteligência sem frieza e a convicção de que liderar também significa ouvir.

Uma vida muito maior que duas franquias

Antes de ocupar a ponte da Enterprise, Stewart passou 14 anos na Royal Shakespeare Company. Interpretou Macbeth, Claudius, Shylock e Marco Antônio, venceu três prêmios Olivier e recebeu uma indicação ao Tony. O teatro nunca foi uma etapa anterior à fama. Continuou sendo o centro de uma carreira que atravessou palcos, cinema, televisão e trabalhos de voz.

Sua história também carregava compromisso fora de cena. Depois de crescer em uma casa marcada pela violência do pai contra a mãe, tornou-se patrono da Refuge, organização britânica de apoio a vítimas de abuso doméstico. Foi nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth II em 2010.

O legado de um ator que fazia o fantástico parecer humano

Hugh Jackman, Ian McKellen, William Shatner e George Takei estão entre os artistas que prestaram homenagens. As mensagens ajudam a dimensionar uma perda que alcança diferentes gerações de público. Stewart conseguia entrar em mundos de mutantes e naves espaciais sem tratar nenhum deles como algo menor.

O cinema ainda receberá uma última aparição do ator como Professor Xavier em Vingadores: Doomsday. A despedida chega depois de uma carreira em que sua voz, sua postura e sua delicadeza transformaram figuras de autoridade em personagens profundamente humanos. O Fora do Quadro lamenta a morte de um dos grandes atores de seu tempo.