Dezesseis anos depois de escrever A Rede Social, Aaron Sorkin volta às questões que ajudaram a transformar o Facebook em tema de cinema. O Outro Lado das Redes Sociais (The Social Reckoning) estreia nesta sexta-feira, 9 de outubro, nos Estados Unidos e no Reino Unido, com uma história inspirada nos acontecimentos ligados à denunciante Frances Haugen. Desta vez, Sorkin assume tanto o roteiro quanto a direção.
A figura de Haugen se tornou conhecida após a circulação pública de documentos e relatos sobre práticas internas do Facebook. O novo filme retoma esse período, mas, como toda dramatização de acontecimentos reais, não deve ser confundido com uma reconstrução documental ou com fonte primária sobre os episódios narrados. A divulgação enfatiza a trajetória da denunciante e a relação entre os personagens, sem tornar desnecessária a distinção entre roteiro e fatos históricos.
O filme acompanha Haugen, interpretada por Mikey Madison, e sua relação com o jornalista Jeff Horwitz, vivido por Jeremy Allen White. A narrativa parte de documentos internos da empresa e das decisões que levaram à exposição de informações sobre seus mecanismos e consequências sociais. Em vez de simplesmente retomar os personagens do longa de 2010, a nova produção se apresenta como uma obra complementar, interessada em outro momento da história das plataformas digitais.
O elenco também reúne Jeremy Strong, Wunmi Mosaku, Betty Gilpin, Billy Magnussen e Bill Burr. A escolha do tema desloca a atenção do nascimento de uma rede social para os conflitos associados ao seu crescimento e à responsabilidade de quem a administra. Trata-se de uma mudança de perspectiva: a tecnologia, antes retratada como um projeto em formação, aparece agora como parte de uma estrutura capaz de influenciar comportamentos e instituições.

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