Robin Hood foi representado inúmeras vezes no cinema, frequentemente associado à figura do herói que desafia autoridades, protege pessoas vulneráveis e transforma habilidade com arco e flecha numa forma de resistência.
O novo filme de Michael Sarnoski procura observar o personagem por outro caminho.
Estrelado por Hugh Jackman, A Morte de Robin Hood acompanha um homem marcado por uma vida de crimes e assassinatos que, depois de um confronto aparentemente definitivo, encontra a possibilidade de salvação através de uma mulher misteriosa.
Jodie Comer, Bill Skarsgård e Murray Bartlett também integram o elenco.
Depois de sua passagem pelo circuito cinematográfico e pelas plataformas de locação digital, a produção tem estreia anunciada no HBO Max dos Estados Unidos para 16 de outubro.
O herói depois da própria lenda
A abordagem oferece uma diferença interessante em relação às versões tradicionais.
Em vez de acompanhar o nascimento da reputação de Robin Hood, Sarnoski parece mais interessado em observar aquilo que permanece quando um homem precisa confrontar o peso de seus próprios acontecimentos.
A proposta permite discutir a distância entre a imagem construída ao redor de um personagem e a vida que ele realmente levou.
É uma questão recorrente nas histórias sobre figuras lendárias, mas ganha outra dimensão quando o protagonista é alguém cuja violência normalmente recebe justificativas heroicas.
Michael Sarnoski e a intimidade diante do perigo
O diretor ganhou reconhecimento com Pig e posteriormente assumiu Um Lugar Silencioso: Dia Um, dois filmes bastante diferentes que compartilham interesse por personagens atravessados pela perda.
Essa sensibilidade ajuda a explicar a escolha de um Robin Hood mais envelhecido e emocionalmente desgastado.
Hugh Jackman também possui experiência com personagens fisicamente intensos que carregam consequências de uma vida marcada pela violência, algo evidente em parte de sua trajetória como Wolverine.
A produção pode encontrar força justamente nessa combinação entre presença física e vulnerabilidade.
Outra maneira de revisitar histórias conhecidas
Existe uma tendência constante em Hollywood de recuperar personagens que já possuem reconhecimento público.
A diferença entre uma adaptação necessária e uma repetição comercial raramente está apenas na escolha do material original, mas na capacidade de encontrar uma perspectiva que justifique revisitá-lo.
A Morte de Robin Hood apresenta uma proposta interessante ao deslocar a narrativa do heroísmo para a possibilidade de redenção.
Nos Estados Unidos, A Morte de Robin Hood chega ao HBO Max em 16 de outubro. Até a publicação desta matéria, a plataforma não havia anunciado a mesma data para o catálogo brasileiro.

Entre para comentar e avaliar
Crie sua conta para participar da comunidade do Fora do Quadro.
Entrar